segunda-feira, 6 de julho de 2020

Lobotomia Política

Calma, calma.
Os inimigos estão todos cá dentro.
Lá fora só há adversários.

Em circunstâncias alarmantes no que respeita à progressão da pandemia em Portugal, Costa apela às hostes e Marcelo vai fazer brindes para a Madeira, sempre rodeado de multidões em péssimo exemplo para os jovens imberbes do continente. 
Ébrios parecem todos eles, embora estes últimos ainda tenham como atenuante a estupidez típica da adolescência (e, em boa verdade, ajuntamentos de até 20 pessoas são permitidos, e manifestações, e festividades partidárias). 

Rui Rio, possivelmente o mais incapaz "líder" que a oposição encontrou nas últimas décadas, esquisita atitude de colagem a Costa, de quem ouve sistematicamente críticas tão sarcásticas que até dá gosto apreciar, preocupa-se agora com a agenda do governo e mostra-se disponível para colocar um ponto final nos debates quinzenais. 

"Estes debates, em que todos procuram criar incidentes, que desgastam a imagem da AR, do primeiro-ministro e dos grupos parlamentares, melhoram a democracia? Não me parece que tragam qualquer dignidade." 

Rio, na sua miopia política, está preocupado com o desgaste da imagem de Costa! E não repara que a indignidade dos tristes espectáculos que se sucedem na AR é da inteira responsabilidade dos participantes e não do facto de aqueles simplesmente se realizarem. 

"Agora, o primeiro-ministro não pode passar a vida aqui permanentemente. Tem de trabalhar."

Aqui, permanentemente. Não, sr. dr., mas pode passar a vida a passear em campanha eleitoral e a realizar comícios partidários. Aí na AR quinzenalmente é que não. 

Tempos houve nos quais os políticos não mostravam grande valia mas ainda gostavam de debater o estado do País, no período político após as longas hibernações parlamentares do sr. presidente Cavaco Silva, esse grande democrata. 

Valha-nos Nossa Senhora. 

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