terça-feira, 19 de maio de 2020

Abbott & Costello


O Sr. Feliz e o Sr. Contente

Sr. Feliz: 
Ó Costa, aquela diversão na fábrica dos popós foi hilariante. O Rio já não vai dormir logo à noite. Bravo meu rapaz, dezoito valores e um pastel de bacalhau daqui a dois anos. 

Sr. Contente: 
Obrigado Sr. Presidente, o mérito é todo seu. Não podia ter encontrado mais valente paladino pugnando em defesa da minha atitude governativa do deixa andar. Já o Variações cantava: deixa para amanhã se não te apetece fazer hoje, que amanhã voltas a adiar. Ainda bem que o tenho no governo, o Sr. é fantástico! 

Sr. Feliz: 
Eheheh, boa verdade meu rapaz. Todos os dias sinto isso ao espelho enquanto faço a barba. Mas tem lá cuidado com o Santos Silva. O Rio ainda tenta aliciá-lo para a corrida, eheheh. 

Sr. Contente: 
Ahahah, não se preocupe. Como as coisas estão ele vai é atrás do Cabrita. 

Sr. Feliz: 
Eheheh, hoje estás inspirado meu rapaz. 

Sr. Contente: 
É da companhia, Sr. Presidente. E de ter acabado de ver o Ferro mascarado. Não se esqueça de dizer que não sabíamos o que quer que fosse daquele negócio do Novo Banco que todos assinamos. 

Sr. Feliz: 
Passei a madrugada a planear, ao som de Tannhäuser. Até me deu para cantar. Vamos dizer que a culpa é do Centeno e que não há problema nenhum em mandá-lo para o BdP. 

Sr. Contente: 
Sr. Presidente, será boa ideia enfiá-lo no BdP?

Sr. Feliz: 
Qual quê?! É só conversa para os gentios. Alguém tem de ser o garrote, e se dissermos que foi o Cabrita ninguém vai acreditar. 

Sr. Contente: 
Ahahah, o Sr. é um génio!

Sr. Feliz: 
Pois sou, pois sou... 



O Presidente da República reitera a sua posição, ontem expressa, segundo a qual não é indiferente, em termos políticos, o Estado cumprir o que tem a cumprir em matéria de compromissos num banco, depois de conhecidas as conclusões da Auditoria cobrindo o período de 2018, que ele próprio tinha pedido há um ano, conclusões anunciadas para este mês de Maio, ou antes desse conhecimento. Sobretudo nestes tempos de acrescentados sacrifícios para os Portugueses.

Isto mesmo transmitiu ao Senhor Primeiro-Ministro e ao Senhor Ministro das Finanças. O Presidente da República não se pronunciou, nem tinha de se pronunciar, sobre questões internas do Governo, nomeadamente o que é matéria de competência do Primeiro-Ministro, a saber a confiança política nos membros do Governo a que preside.


"o que se passa no mundo, o que se passa na Europa e o que se passa em Portugal exige que as pessoas saibam sacrificar os seus interesses pessoais fazendo passar à frente o interesse coletivo".

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente, a respeito da recandidatura. 


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