sábado, 28 de março de 2020

O Inoportuno


É uma outra coisa.

O Sr. Presidente, preocupado com as festividades após tão longo retiro, sentiu a necessidade de convocar uma conferência de imprensa para anunciar com pesar o cancelamento desta cerimónia. As perguntas são obviamente aquelas que já espera.

De uma outra fonte:

"Vejo-me constrangido a decidir a anulação das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que estavam previstas no mês de Junho, para o Funchal e junto das comunidades portuguesas na África do Sul... Lamento naturalmente tal decisão, mas a situação actual a isso exige.

A respeito da fotografia, após este evento, ipsis verbis:

"É preciso manter a compressão na mola. [?!]

"Vale bem o sacrifício de uma Páscoa vivida em termos tradicionais em prol da saúde.

"Quando se enfrenta um combate, uma guerra, ninguém quer mentir a ninguém

"O crescimento tem sido menos exponencial do que se esperava... A pressão sobre o sistema de saúde é menor, o número de contaminados é menor e o pico pode deslocar-se.

"Preocupado [mas] optimista ... os portugueses estão a conseguir que a curva não seja a mesma de outros países.

E, finalmente, a boçalidade mais impressionante, quando questionado acerca do aparentemente reduzido número de testes a ser realizado: 

Um negativo pode "dar uma falsa sensação de segurança" a um cidadão que pode ficar infectado no dia ou na semana seguinte. 

Além da recorrente e alarmante garantia de que, nesta situação de aflição e emergência nacional, os políticos não estão a mentir a ninguém, as palavras deste sr são uma ofensa à memória das vítimas e à inteligência dos vivos.

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