sábado, 28 de março de 2020

Comfortably Numb


Era uma vez...


António Costa, num raro momento de lucidez política, após a reunião do Conselho Europeu de quinta-feira passada, e por muito discutíveis que sejam os seus argumentos considerando as medidas financeiras que estão em implementação, deixou uma ideia que é fulcral no actual estádio de falta de desenvolvimento do projecto europeu:

Se os líderes dos diversos países não se entendem a respeito de uma ameaça à civilização como não enfrentávamos desde a segunda grande guerra então acerca de que assunto algum dia se haverão de entender?
(paráfrase)

Após décadas de subsídios geridos por míopes políticos com intelecto equiparável ao das anémonas, como temos o exemplo estridente do sr prof Cavaco Silva - esse autocrata que raramente se dignava aparecer na Assembleia da República, que enriqueceu ao sabor de incompreensíveis participações financeiras, negócios de imobiliário e lobbying, o homem sério rodeado de crocodilos -, outros incapazes à procura de melhor pusadeiro - Guterres e Durão, e com que sucesso! -, incompetentes de permeio, inenarráveis como Sócrates, O Arguido de tantos alegados crimes, em parelha com o insensato sr comendador Teixeira dos Santos, esse homem da dívida pública, e, finalmente, o perdulário Privatizador implacável que foi Passos Coelho, responsável pela venda a retalho daquilo que ainda restava, após tantas décadas de desvario, dizia, após tantas décadas de anões políticos a gerir os seus interesses e, indirectamente, os interesses da função pública, que constitui a base eleitoral de qualquer partidozeco de governo, é mais que compreensível e fundamentado que os países do norte repudiem em absoluto a mutualização da dívida.

Não é à Europa que devemos agora, nesta encruzilhada do destino, exclusiva e incisivamente, apontar o dedo. Basta começar a olhar para a história recente do nosso pequeno País.  

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