terça-feira, 31 de março de 2020

Cerco de Sanidade


Primeiro cercamos o Porto
(pelo Douro) 

Graça Freitas, na inimputabilidade que cada vez mais lhe é reconhecida, a sra que teve a insolência de criticar o encerramento prematuro de escolas e as medidas de contenção que a Madeira implementou à revelia da sua (falta de) "autoridade", teve a audácia de afirmar na conferência de imprensa de ontem:

O Porto neste momento, do ponto de vista dos recursos materiais e humanos de que precisa, tem estado a receber todo o apoio nacional ... um cordão sanitário, ou cerca sanitária, está neste momento a ser equacionado e provavelmente será hoje tomada uma decisão nesse sentido. 

A ideia tinha tanto fundamento científico que foi hoje recusada na conferência de imprensa homóloga já com outros protagonistas. Dir-se-ia que aquela sra foi confinada pelos pares e por uma cerca sanitária anti-estupidez.

O facto de o autarca da CM do Porto, Rui Moreira (pessoa com quem não simpatizo, que aproveitou o comentário de futebol para ganhar presença mediática e que mantém uma obscura disputa de usucapião com a própria autarquia!, que apesar disso tem mostrado a liderança proactiva de quem vem do sector privado, liderança completamente omissa no governo central), não ter sido informado e acabar, como todos nós, a saber daquela intenção pela comunicação social, mostra bem o grau de desnorte e descompensação a que a DGS chegou.

O próprio ministério da saúde nega que a ministra tivesse conhecimento. Todos os autarcas de região negam conhecimento do delírio da sra Graça. E fica a dúvida se o cerco seria ao distrito, ao concelho, à área metropolitana ou aos Teletubbies.


A DGS, que nem sequer é capaz de revelar dados "exactos" acerca do número de infectados, que conseguiu efectuar uma "dupla contagem" (?!) dos casos do distrito do Porto, está desesperadamente necessitada de uma nova liderança. Este doloroso arrastar é já paroxísmico.


intermezzo

Numa ocasião em que a disléxica comunicação social televisiva apela à calma enquanto nos intervalos do "telejornal" passa trechos panfletários com as melodias mais depressivas que encontra (sim, já encontraram um leitmotiv para o SARS-CoV-2, por muito impressionante que possa parecer), esse radical de extrema esquerda que é o Daniel Oliveira, quase que espumando pela boca sempre que ouve alguém de direita, vem criticar veementemente o autarca do Porto por minar a autoridade das "Autoridades de Saúde", que são actualmente a Voz do Senhor, autoridades essas que voltaram atrás naquilo que afirmaram na véspera. Este é o "comentador" que a respeito das sistemáticas greves nos transportes de Lisboa afirma que "uma greve é para doer" e que a respeito da greve dos transportes de matérias perigosas tece os mais rasgados insultos.

Este País cada vez mais parece um manicómio de inimputáveis no qual as pessoas com alguma sanidade ficam confinadas às suas celas e os psicóticos tomam o lugar dos psiquiatras.

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